Ponto de Encontro

Saturday, November 12, 2005

Onde vamos parar?



Vivemos actualmente numa sociedade bastante turbulenta em que, quem fala verdades ganha como prémio um conjunto de tiros que os tira a vida.
Estes macabros crimes que ceifam a vida a chefes de famílias, deixando estes filhos de tenra idade ao deus dará.
Onde vamos parar? Pois, a cada dia que passa vimos sangue derramado de gente totalmente inocente e cheia de vida ver os seus planos interrompidos por dizer a verdade.
É que, esta prática começou como se de uma brincadeira se tratasse, senão vejamos: o jovem economista foi brutalmente assassinado como se de um cão se tratasse, pois, ao que tudo indica este ia apresentar um tal relatório referente as auditorias feitas no banco onde a pouco tempo havia sido nomeado Presidente do Conselho de Administração e que dava conta dos desfalques perpetuados nas contas do
famigerado Banco Popular de Desenvolvimento (BPD) actual Banco Austral (BA).
Ao que tudo indica, constava na auditoria que levou a morte do PCA deste banco nomes de figuras proeminentes do anterior e do novo governo tido como governo do combate ao deixa-andar.
Estamos num país em que o estado não move uma palha se quer para o desmantelamento desta quadrilha que vem semeando luto nas várias famílias moçambicanas pois, sempre que acontecem estes casos os fazedores da justiça dizem estar o processo ainda em investigação.
Entretanto, aqueles que tentam por as suas ideias sobre a questão do tanto falado combate à corrupção são vistos como impostores e posteriormente assassinados, o exemplo disso é o recente assassinato do director da cadeia de central de Maputo Jorge Microsse que não levou mais de dois anos na cadeira de director deixada pelo também assassinado Issufo, o jornalista Carlos Cardoso, António Siba-Siba Macuacua e muitos outros que até então aguardamos explicações das suas mortes.
É tarefa de todos nós cumprir com o nosso dever de desenvolver o estado de direito democrático recorrendo para tal a nossa constituição de modo a não nos deixar intimidar pelos criminosos.
Entretanto, exortamos ao governo no sentido de trabalharmos sem que sejamos intimidados pelos mentores do crime organizado pois estamos em paz a treze nos. É tempo também de o governo se preocupar em desmantelar esta rede de crime organizado que vem semeando terror pelo país.
Estas e outras atitudes a maior parte das vezes reflecte-se sobre nós, isto é, quando tentamos fechar o cerco dos mentores do crime organizado, se não somos mortos recebemos como prémio uma exoneração, parece esta a única coisa que o nosso governo sabe fazer tirar as pessoas dos cargos que ocupam por estes descobrirem verdades.




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