Ponto de Encontro

Sunday, November 06, 2005

Caso Sueia

Caso Sueia
O antigo porta-voz da maior unidade sanitária do País, Hospital Central de Maputo (HCM), Eliseu Sueia, exonerado das suas funções no passado dia 4 de Julho do corrente ano, por ordens do ministro da Saúde, Ivo Garrido, está desgastado pelo facto de o seu caso até agora não ter conhecido o desfecho final.
Após a sua exoneração, alegadamente por ter lançado uma veemente crítica ao governo depois de ter tido conhecimento que o músico perdeu a vida, emitindo sua opinião, entanto que cidadão, nos seguintes termos: “o governo se acovardou, eximindo-se das suas responsabilidades com relação ao tratamento médico do músico Carlos Hlongo, que veio a perder a vida”, interpôs recurso defendendo-se das acusações que pesam sobre ele.
O recurso de Sueia, até então, ainda não mereceu a devida atenção por parte de quem de direito, neste caso o titular da pasta de Saúde, Ivo Garrido, que diz desconhecer o recurso interposto pelo ex-porta voz do HCM.
em conversa com Garrido, quanto a esta situação, aquando da sua presença na Assembleia da República (AR), ao que respondeu que além de desconhecer o assunto, tem acessores jurídicos que devem estar a analisar o processo, “porque para mim, é novidade esta informação”.
Garrido, disse, por outro lado, não estar preocupado com pessoas, mas com o estado da saúde das populações. “Não me preocupo com trabalhadores da saúde que estejam a atravessar processos disciplinares na instituição, mas sim, com a população”, reiterou.
Sobre esta posição do ministro da Saúde, a nossa reportagem contactou Eliseu Sueia na manhã de ontem. Este manifestou o seu desagrado, dando razão ao titular da pasta de Saúde, quando diz desconhecer o seu processo. “É natural que o ministro desconheça o meu processo, pois estão preocupados com números, percentagens, e esquecem-se que os moçambicanos não são números, mas sim pessoas”.
Acrescentando, o ora exonerado porta-voz da maior unidade hopitalar, Sueia, afirmou que por ser sociólogo, “estou preocupado com as pessoas, porque para mim o País não são números, mas sim pessoas”, diz e reitera “estou preocupado com o ajustamento das pessoas na sociedade e não vejo a sociedade como números.
Para Sueia, é normal que o ministro da Saúde desconheça o recurso que interpôs, “porque para ele sou número e não sociólogo organizacional, por sinal um dos poucos, se não o único moçambicano licenciado em sociologia das organizações.
Prosseguindo e manifestando seu desagrado pela posição de Garrido, Sueia explica que o ministro é médico e ele é sociólogo. “Para mim, governar é estar preocupado com o ajustamento dos indivíduos. Nós não somos números, somos pessoas, temos convicções e problemas, cometemos erros, mas temos que ser ouvidos. Fui acessor da direcção geral do HCM durante cinco anos, fui competente, e sempre fui respeitado. O ministro pode não gostar de mim, sou quadro e darei o meu melhor por este País que tanto amo. Darei o meu melhor para o desenvolvimento de Moçambique naquilo que puder, e acredito que melhores dias ainda estão por vir, mas é necessário que saibam que os moçambicanos não são números, mas sim, são pessoas”, desabafou. (Fábio Mondlane Júnior).
o antigo porta-voz da maior unidade sanitária do País, Hospital Central de Maputo (HCM), Eliseu Sueia, exonerado das suas funções no passado dia 4 de Julho do corrente ano, por ordens do ministro da Saúde, Ivo Garrido, está desgastado pelo facto de o seu caso até agora não ter conhecido o desfecho final.
Após a sua exoneração, alegadamente por ter lançado uma veemente crítica ao governo depois de ter tido conhecimento que o músico perdeu a vida, emitindo sua opinião, entanto que cidadão, nos seguintes termos: “o governo se acovardou, eximindo-se das suas responsabilidades com relação ao tratamento médico do músico Carlos Hlongo, que veio a perder a vida”, interpôs recurso defendendo-se das acusações que pesam sobre ele.
O recurso de Sueia, até então, ainda não mereceu a devida atenção por parte de quem de direito, neste caso o titular da pasta de Saúde, Ivo Garrido, que diz desconhecer o recurso interposto pelo ex-porta voz do HCM.
em conversa com Garrido, quanto a esta situação, aquando da sua presença na Assembleia da República (AR), ao que respondeu que além de desconhecer o assunto, tem acessores jurídicos que devem estar a analisar o processo, “porque para mim, é novidade esta informação”.
Garrido, disse, por outro lado, não estar preocupado com pessoas, mas com o estado da saúde das populações. “Não me preocupo com trabalhadores da saúde que estejam a atravessar processos disciplinares na instituição, mas sim, com a população”, reiterou.
Sobre esta posição do ministro da Saúde, a nossa reportagem contactou Eliseu Sueia na manhã de ontem. Este manifestou o seu desagrado, dando razão ao titular da pasta de Saúde, quando diz desconhecer o seu processo. “É natural que o ministro desconheça o meu processo, pois estão preocupados com números, percentagens, e esquecem-se que os moçambicanos não são números, mas sim pessoas”.
Acrescentando, o ora exonerado porta-voz da maior unidade hopitalar, Sueia, afirmou que por ser sociólogo, “estou preocupado com as pessoas, porque para mim o País não são números, mas sim pessoas”, diz e reitera “estou preocupado com o ajustamento das pessoas na sociedade e não vejo a sociedade como números.
Para Sueia, é normal que o ministro da Saúde desconheça o recurso que interpôs, “porque para ele sou número e não sociólogo organizacional, por sinal um dos poucos, se não o único moçambicano licenciado em sociologia das organizações.
Prosseguindo e manifestando seu desagrado pela posição de Garrido, Sueia explica que o ministro é médico e ele é sociólogo. “Para mim, governar é estar preocupado com o ajustamento dos indivíduos. Nós não somos números, somos pessoas, temos convicções e problemas, cometemos erros, mas temos que ser ouvidos. Fui acessor da direcção geral do HCM durante cinco anos, fui competente, e sempre fui respeitado. O ministro pode não gostar de mim, sou quadro e darei o meu melhor por este País que tanto amo. Darei o meu melhor para o desenvolvimento de Moçambique naquilo que puder, e acredito que melhores dias ainda estão por vir, mas é necessário que saibam que os moçambicanos não são números, mas sim, são pessoas”, desabafou.

0 Comments:

Post a Comment

Links to this post:

Create a Link

<< Home